Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

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19 março, 2026

Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro


     A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro tem patente nestes meses de março e abril, a Exposição Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro. O Comité Português do projeto da UNESCO “A Rota do Escravo” produziu esta exposição , que visa promover junto de públicos diversificados o conhecimento das problemáticas da Escravatura e do Tráfico de Escravos no mundo.
     Grupos/turmas de 2º e 3º ciclos visitam esta  exposição nas disciplinas de História e de Cidadania.

    A emergência e a expansão da escravatura africana e do tráfico negreiro continuam, ainda hoje, a suscitar debate e reflexão. Este fenómeno histórico, marcado por uma violência extrema, moldou profundamente as relações entre o continente africano e outras regiões do mundo, como a Europa, a América e a Ásia.
    Ao longo de séculos, esta realidade revelou tanto a crueldade humana como a capacidade de resistência e de memória. Dela nasceram múltiplos “lugares de memória”: monumentos, nomes de lugares e de povos, histórias transmitidas oralmente, contos, lendas e mitos. Estes elementos constituem um património vivo, continuamente reinterpretado pela memória coletiva.
    Esta exposição propõe-se dar a conhecer esses lugares de memória nos países africanos de língua portuguesa. O seu objetivo é identificar, inventariar e mapear diferentes formas de memória — desde as mais visíveis e materiais, como edifícios e objetos, até às expressões imateriais preservadas pela tradição oral, que mantêm viva a criação cultural.
    Nos territórios africanos, todos os espaços — aldeias, caminhos, florestas e rios — são habitados por vestígios do passado. As palavras, os objetos e os monumentos recordam a complexidade da condição humana, evocando tempos em que homens venderam outros homens, seus semelhantes, ou foram privados da sua liberdade e submetidos à escravatura.
Os lugares de memória não se limitam, por isso, aos grandes monumentos. Incluem também manifestações mais discretas, mas igualmente significativas, que permitem às comunidades — sejam elas locais, regionais, nacionais ou continentais — reencontrar a sua identidade e afirmar a sua capacidade de construir o futuro. Estes lugares convidam à reflexão sobre os percursos históricos e à compreensão do passado como base para a transformação do presente.
    Inventariar e valorizar estes lugares de memória é, assim, um ato essencial. É através desse trabalho que se reconhece a história africana no quadro universal dos direitos humanos, tornando incontornável a memória do sofrimento causado pela escravatura e pelo tráfico negreiro, e reforçando o compromisso de nunca o esquecer.


Hoje foram os alunos do 9º C1 que visitaram e a exposição.








18 março, 2026

Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro


A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro apresenta, durante os meses de março e abril, a exposição Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro. Esta iniciativa, produzida pelo Comité Português do projeto da UNESCO “A Rota do Escravo”, pretende sensibilizar diferentes públicos para as questões ligadas à escravatura e ao tráfico de escravos no mundo. As turmas do 2.º e 3.º ciclos visitam a exposição no âmbito das disciplinas de História e Cidadania.

A escravatura africana e o tráfico negreiro continuam a ser temas importantes e, por vezes, controversos. Este fenómeno, marcado por grande violência, teve um impacto profundo nas relações entre África, a Europa, a América e a Ásia.

Ao longo do tempo, deixou marcas que ainda hoje fazem parte da memória colectiva: monumentos, nomes de lugares, histórias, lendas e tradições orais. Estes elementos ajudam a manter viva a história e a identidade dos povos.

Esta exposição pretende dar a conhecer esses “lugares de memória” nos países africanos de língua portuguesa. Inclui tanto espaços e objectos visíveis como memórias transmitidas pela tradição oral.

Em África, muitos espaços — como aldeias, caminhos, rios e florestas — guardam sinais do passado. Esses vestígios lembram tempos difíceis, em que pessoas perderam a liberdade e foram tratadas como mercadoria.

Os lugares de memória não são apenas grandes monumentos. Também incluem expressões simples do dia-a-dia que ajudam as comunidades a lembrar o passado e a pensar no futuro.

Valorizar estes lugares é essencial para preservar a memória histórica e reforçar a importância dos direitos humanos, lembrando as consequências da escravatura e do tráfico negreiro.