Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

Aqui partilhamos tudo o que acontece na nossa Biblioteca.

Páginas

20 abril, 2012

Semana da Leitura







De 16 a 23 de Março decorreu na nossa escola a Semana da Leitura com a realização de diversas atividades:



  •       Leituras Cruzadas;
  •       A Escola a Ler;
  •       O Momento da Leitura.

19 abril, 2012

Clube de Leitura - Os Fragmentos








É já amanhã, 20 de Abril, pelas 21h, na Biblioteca da Escola Ferreira de Castro, que o nosso CLUBE DE LEITURA  organiza a leitura do livro de Ferreira de Castro "Os Fragmentos".  Nesta sessão a leitura gira em torno do "Historial da Velha Mina".

A Páscoa


Realizou-se uma exposição sobre a Páscoa, organizada pela disciplina de EMRE.

Esta é uma das festas principais quer da religião católica quer da religião judaica. Os católicos celebram a festa da ressurreição de Jesus Cristo enquanto que os judeus  celebram a saída/fuga para o Egito.

18 abril, 2012

Historial da Velha Mina (1)



     «Havia ainda alguma tolerância, embora cada vez mais rara e encolhida, quando em 1928 ou 1929 as toupeiras da Mina de São Domingos enviaram ao jornal um apelo deseperado. Nas galerias deficientemente entivadas, eram constantes os acidentes, a morte fazia parte daquelas sombras bailantes que as lanternas iam criando à frente dos homens, no chão, nas abóbadas e nas paredes enquanto eles laboravam. E, cá fora, os mineiros e suas famílias viviam em fabulosa miséria.
     Adelino Mendes redigiu o artigo. E por esse acolhimento estimulados, os homens voltaram a escrever. Pediam que o jornal mandasse alguém à mina - eu, se possível - para verificar com os seus próprios olhos os perigos a que eles se aventuravam todos os dias.
     João Pereira da Rosa deu-me a ler a carta. Vozes subterrâneas, vindas de longe, clamores de socorro, que me atraíam solidariamente, a certa altura formulavam, de modo imprevisto, um ingénuo romance policial. Quem quer que lá fosse, devia seguir as instruções secretas ali confidenciadas. Devia fingir-se de caixeiro-viajante de cabedais, com maleta e mostruário, pois seria espionado pelos vigias da empresa britânica desde que tomasse a camioneta em Beja, até que a Beja regressasse.»


in Fragmentos, Ferreira de Castro

Poetry International Web - IGNOTO DEO

Antero de Quental (18-4-1842/11-9-1891)


Poetry International Web - IGNOTO DEO

11 abril, 2012

Persépolis - Animação

Persépolis

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irão nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
                                                                                 (Sinopse)



A versão integral desta obra de banda desenhada chega finalmente a Portugal (Contraponto).  Será a mais conhecida obra da autora, aquela onde se assume igualmente como protagonista de uma biografia avassaladora, que começa numa época de liberdade no Irão para atravessar a guerra e a tomada do poder por figuras fundamentalistas que limitaram a vida ao povo iraniano, especialmente às mulheres. Segue-se o exílio pouco ou nada dourado na Europa, pautado pela fortíssima sensação de não pertença.
Persépolis é um testemunho histórico, político, uma intervenção que ultrapassa o género em que foi narrado. É um daqueles casos em que o tema se sobrepõe e levará muitos não leitores de Banda Desenhada a lê-lo.
                                                                                                                   (Blogue O Bicho dos Livros)

23 março, 2012

A Semana da Poesia

A semana da Poesia decorreu de 19 a 23 de Março. Realizaram-se muitas atividades.

  • Árvore da Poesia - Construímos uma árvore cujas folhas eram compostas por poemas de vários autores, selecionados por professores e alunos, que foi exposta na nossa Biblioteca;
  • Poemas Musicados - Declamaram-se poemas, com acompanhamento musical;
  • Andamentos - Dramatização de um sonho, a partir de diferentes andamentos musicais;
  • Intercâmbio intergeracional - Partilha de experiências vividas através da música e de poemas realizado com alunos e utentes do Lar de Mem Martins;
  • Oficina da Poesia - A partir de materiais propostos, os alunos de diferentes turmas elaboraram e declamaram poemas, na Biblioteca.


A Árvore da Poesia
Oficina da Poesia
Poemas Musicados
Andamentos



Andamentos



Intercâmbio  Geracional

No Meu Jardim - Miguel Torga

Mais um poema para celebrar a primavera e o Dia Mundial da Poesia.

20 março, 2012

A cidade dos deuses selvagens

Neste livro, Isabel Allende alerta o leitor para os problemas ecológicos que se fazem sentir na Amazónia e para o drama da extinção das tribos índias desta região, provocada pela exploração desenfreada dos brancos.

Sinopse
Depois de sua mãe adoecer, o jovem Alexandrer Col parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da Internacional Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chama de "a besta". Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos, uma bela médica, um guia brasileiro e a sua surpreendente filha Nadia, com quem Alexandre trava uma amizade especial. Entre as missões da expedição está também a de vacinar os escorregadios índios, conhecidos como «o povo do nevoeiro». Uma história emocionante e comovente, que prende da primeira à última página e que alerta para os problemas ecológicos e para o drama terrível da extinção das tribos índias da região do Amazonas, como consequência directa da exploração desenfreada e irresponsável praticada pelos brancos. A Cidade dos Deuses Selvagens é uma viagem repleta de perigos, maravilhosas experiências e espectaculares surpresas, que irá certamente agradar, não só ao público juvenil, como aos habituais leitores de Isabel Allende.

16 março, 2012

Solidariedade Orgânica

Eis aqui o 2º classificado no nosso concurso "Eu Conto"..

O Salvador

Apresentamos aqui o conto 1º classificado, no nosso concurso "Eu conto". Este conto irá representar o nosso Agrupamento no concurso do PNL (Plano Nacional de Leitura).

15 março, 2012

Últimas Notícias do Sul

Esta é a proposta de leitura para a próxima sessão do Clube de Leitura
 
Sinopse


«Este livro nasceu como a crónica de uma viagem realizada por dois amigos, mas o tempo, as mudanças violentas da economia e a voracidade dos triunfadores transformaram-no num livro de notícias póstumas, no romance de uma região desaparecida. Nada do que vimos existe tal como o conhecemos. De certo modo fomos os afortunados que presenciaram o fim de uma época no Sul do Mundo. Desse Sul que é a minha força e a minha memória. Desse Sul a que me aferro com todo o amor e com toda a raiva.
Estas são, pois, as últimas notícias do Sul.»

Luis Sepúlveda
 

Ilustração com livros


Ilustração do polonês Jacek Yerka

13 março, 2012

A Missão - Clube de Leitura



No dia 17 de Fevereiro, decorreu mais um encontro do nosso Clube de Leitura. Os participantes leram "A Missão" de Ferreira de Castro e partilharam a sua opinião sobre esta obra.

06 março, 2012

A Missão

" (...) - Vossa Reverência mandou pintar a palavra «Missão» no telhado, não é verdade? - Sim...- respondeu hesitantemente o Superior, pondo a vaguear a expectativa sem compreensão. - Sim... Mandei... Porquê? Mounier baixou os olhos: - Desculpe-me, mas eu disse ao «Bagatelle» que não fizess aquilo sem receber nova ordem... Mounier sentiu que havia começado mal. Em vez de esvaziar pouco a pouco o saco, voltara-o de boca para baixo, mostrando logo o que trazia no fundo. Parecia-lhe que a sua timidez de agora se ligava, através do tempo, à timidez sofrida ante as pernas que se balouçavam, como um pêndulo a marcar horas de júbilo, numa longínqua manhã de sol. Ergueu a vista e encontrou os olhos surpreendidos e inquietos do Superior. - Ora essa! Porquê? (...) - Há apenas um motivo- disse - que pode levar os alemães a gastarem as suas bombas com uma aldeia tão humilde como esta em que vivemos: é a fábrica que existe aqui.(...)" Ferreira de Castro, "A Missão"