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06 março, 2012

A Missão

" (...) - Vossa Reverência mandou pintar a palavra «Missão» no telhado, não é verdade? - Sim...- respondeu hesitantemente o Superior, pondo a vaguear a expectativa sem compreensão. - Sim... Mandei... Porquê? Mounier baixou os olhos: - Desculpe-me, mas eu disse ao «Bagatelle» que não fizess aquilo sem receber nova ordem... Mounier sentiu que havia começado mal. Em vez de esvaziar pouco a pouco o saco, voltara-o de boca para baixo, mostrando logo o que trazia no fundo. Parecia-lhe que a sua timidez de agora se ligava, através do tempo, à timidez sofrida ante as pernas que se balouçavam, como um pêndulo a marcar horas de júbilo, numa longínqua manhã de sol. Ergueu a vista e encontrou os olhos surpreendidos e inquietos do Superior. - Ora essa! Porquê? (...) - Há apenas um motivo- disse - que pode levar os alemães a gastarem as suas bombas com uma aldeia tão humilde como esta em que vivemos: é a fábrica que existe aqui.(...)" Ferreira de Castro, "A Missão"

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