Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

Aqui partilhamos tudo o que acontece na nossa Biblioteca.

02 julho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - AVENTURA LITERÁRIA


Continuando a caminhar nas férias escolares, deixamos aqui mais um artigo sobre como envolver os jovens leitores nos livros.

1 - Observar a Capa

Não é por acaso que os livros infantis costumam ter capas bonitas, coloridas, atraentes. Por isso, é importante observar bem os detalhes que os ilustradores quiseram mostrar na capa. Será uma boa pista para começar a desvendar o seu conteúdo.

2 - Abrir o livro

Sim, esse grande momento, esse primeiro mergulho na história que os miúdos estarão ansiosos por descobrir… deve ser feito devagar, para aumentar o suspense.

3 - Falar sobre as ilustrações

Os livros do Clube de LeYtura são escolhidos a dedo pelos seus textos mas, também, pelas suas ilustrações, que são na maior parte dos casos, assinadas por grandes artistas. Merecem, tal como as palavras, especial atenção e reflexão.

4 - Deixar a criança virar a página

Afinal de quem é o livro? Darmos aos pequenos leitores a iniciativa de mudar a página é uma ótima forma de os interessar pela história e de deixar que seja lida ao seu ritmo.

5 - Ler as palavras indicando com o dedo

Porque em muitos casos ainda estão a dar os primeiros passos na leitura, este velho truque ajuda a descobrir cada palavra e a orientar os mais pequenos para o momento da história em que estamos.

6 - Tornar a história atrativa, dar-lhe VIDA!

As crianças apreciam quando fazemos um pequeno teatro enquanto contamos a história, dando vozes diferentes às personagens ou gesticulando e mimetizando o que estamos a ler.

7 - Ir fazendo perguntas sobre a história

Isto vai fazer com que se mantenham atentos ao que estão a ler e interiorizem melhor a história.

8 - Verificar se a criança está atenta e a gostar

Fazer perguntas sobre a história, mas também sobre se esta lhes está a agradar é outro truque útil para evitar que se distraiam e distanciem do livro.

9 - Deixar a criança comentar

Cada gargalhada, sorriso ou comentário é um sinal claro de que o livro está a ter efeito nos pequenos leitores. Deixá-los mostrar esse interesse é benéfico.

10 - Possibilitar que a criança conte a história ou partes da história

Um dos principais objetivos do Clube de LeYtura é que as crianças ganhem autonomia na leitura dos textos e mais rapidamente se tornem pequenos grandes leitores!
https://blog.clubedeleytura.com
/blog/ab91b8c0-fb94-4bab-887c-ca1a63286cd6



01 julho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - HÁBITOS DE LEITURA NAS CRIANÇAS


     Em início de férias partilhamos um artigo sobre como criar hábitos de leitura nas crianças.O testemunho de um pai pode ajudar outros pais a incentivar a leitura junto dos mais novos.

Testemunho de um pai 

Com ou sem isolamento, mesmo passando tanto tempo em casa não é fácil conseguir que as minhas filhas troquem a Netflix, tablets e jogos de vídeo por um livro. Forçar esta troca ou obrigá-las a ler como castigo raramente trouxe benefícios e, muitas vezes, até teve o efeito contrário. 

Queria partilhar convosco 7 dicas que eu uso para que as minhas filhas troquem os comandos da TV e outros produtos digitais por um livro. 

1. Acessibilidade dos livros 

Eu tenho os livros em locais acessíveis de acordo com a idade de cada filha. Tal como num supermercado, os "lineares mais valiosos" são as que estão à altura da nossa vista. Aprendendo com os truques dos melhores retalhistas, cá em casa, os livros de cada filha estão nas prateleiras onde cada uma tem mais fácil acesso e visualização. Muitas vezes, a minha filha mais nova (2 anos e meio), por si própria, chega ao quarto, pega nos livros sozinha e folheia-os logo ali, sentada ao lado da estante. 

2. Ler regularmente para os filhos, desde muito novos 

Este truque resulta a qualquer hora do dia e ajuda a acalmar e relaxar uma criança. A clássica história antes de adormecer é muito importante na nossa rotina familiar e irei escrever sobre isso brevemente. Mas roubei esta ideia da creche das minhas filhas, onde conseguem acalmar uma "alcateia" de crianças com a simples leitura de um livro. Muitas vezes, quando as minhas filhas estão mais irritadiças e com birras, pego num livro e conto-lhes uma história. 

3. Ler à frente dos vossos filhos e falar sobre essas leituras durante o jantar 

Afinal, temos de dar o exemplo. Grande parte das brincadeiras dos nossos filhos são a imitar a vida que veem. A minha filha mais nova "cozinha e alimenta" as suas bonecas tal como nós o fazemos a ela. Se os nossos filhos nos virem a ler, irão entender a leitura como uma parte importante da nossa vida quotidiana e quererão imitar-nos também. 

4. Deixá-los escolher o que querem ler 

Não podemos ser exigentes, desde que seja apropriado para a idade. Um romance, banda desenhada ou um e-book num tablet, se foi a criança a escolher, a leitura não irá ser uma obrigação mas uma diversão. Pode ser que eles nos surpreendam. Recentemente a minha filha mais velha (14 anos) comprou, com a sua mesada, um livro em inglês do biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins, depois de acharmos que apenas iria ler romances de vampiros adolescentes o resto da vida. 

5. "Conectar" a leitura às novas tecnologias (e velhas também) 

Sugeri à minha filha adolescente fazer um Tik-Tok relativamente ao que está a ler. Agora, ela procura nos livros inspiração para criar vídeos. Já a minha filha do meio (7 anos) adora fazer desenhos sobre os livros que lê. 

6. Um ás de trunfo para adolescentes: livros dos filmes que eles gostaram 

A minha filha adolescente fica tão fascinada com alguns filmes que adora descobrir mais sobre a história dentro do livro no qual o filme foi baseado, ou, simplesmente, ler um livro sobre o filme. Aqui o truque é o timming, isto é, não desfasar muito o tempo entre a visualização do filme e a leitura do livro. 

7. Criar um “gancho”, tal como nas séries modernas 

Isto resulta muito bem com a minha filha de 7 anos. Começo a ler-lhe um livro e quando chego a uma parte que lhe suscita mais curiosidade, deixo-lhe o livro para ela acabar de ler. 

Espero que estas dicas vos ajudem 
https://blog.clubedeleytura.com
/blog/42dc8e2c-0903-42ad-aade-6b81771e7ddd

30 junho, 2020

DIAS DEQUARENTENA - ARTAQUI IX


As aulas terminaram mas os trabalhos dos nossos artistas continuam em exposição. Hoje abrimos a Sala IX da nossa galeria virtual da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, com a Exposição ARTAQUI com chapéus de chuva ou de sol e o seu criativo padrão dos nossos alunos de 8º e 9º anos.


Filipe Meira, 9ºI



André Ferreira, 9ºI



Margarida Brás, 9ºI



Margarida Carapinha, 8ºG



Margarida Cruz, 8º G



Nicole Leitão, 8ºE



Lia Guedes, 8ºG



Isabella Oliveira, 8ºA

29 junho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - 29 DE JUNHO DE 1900:NASCE ANTOINE DE SAINT-ÉXUPERY


     Aviador e escritor francês, Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry nasceu no dia 29 de junho de 1900, em Lyon, oriundo de uma família antiga da nobreza rural. O pai, um executivo de uma companhia de seguros, faleceu em 1904 vítima de apoplexia, o que terá levado a mãe, mulher de sensibilidade artística, a mudar-se com os filhos para Le Mans, em 1909. O jovem Antoine passaria portanto os seus anos de meninice no castelo de Saint Maurice de Rémens, rodeado das atenções das irmãs, tias, primas, amas e amigas da família. 

     Deixaria o castelo para estudar nos colégios jesuitas de Montgré e Le Mans e, na Suíça, entre os anos de 1915 e 1917, num colégio interno dirigido por padres marianos, em Fribourg. Após ter sido reprovado no exame final dos preparatórios para a universidade, ingressou na Escola de Belas-Artes como estudante de Arquitetura. 

     Em 1921 começou o cumprimento do serviço militar, às ordens do Segundo Regimento de Caçadores mas, como havia antes, aos doze anos de idade embarcado pela primeira vez num avião, foi enviado para Estrasburgo com a finalidade de receber treino como piloto. Fez o seu primeiro voo desacompanhado a 9 de julho de 1921 e, no ano seguinte, com a obtenção do brevet, recebeu uma proposta de adesão à Força Aérea francesa. Acabaria por recusar, cedendo às pressões da família da sua noiva, a romancista Louise de Vilmorin, e tentou estabelecer-se em Paris, trabalhando num escritório e escrevendo em simultâneo. 

     A vida de aspirante a homem de família em Paris não se revelou muito proveitosa para Saint-Exupéry. Assim, após ter calcorreado sucessivos empregos, de guarda-livros a caixeiro-viajante, viu romper-se o noivado, e decidiu retomar a sua carreira na aviação. 

     Numa época em que a aviação postal dava os seus primeiros passos como séria concorrente às expedições por via marítima e férrea, Antoine de Saint-Exupéry passou a pertencer, com a assinatura de um contrato com a Aéropostale, ao grupo de pioneiros cuja coragem desafiava os limites da razão e da segurança, batendo recordes de velocidade para entregar o que o escritor gostava de considerar como cartas de amor. 

     Em 1926 publicou, na revista literária Le Navire d'Argent, o seu primeiro conto, L'Aviateur. 

     Fazendo a ponte aérea entre a França e o Norte de África durante três anos, e escapando à morte por diversas vezes, Saint-Exupéry ascendeu, em 1928, ao cargo de diretor do aeródromo de Cap Juby, no Rio de Oro, situado no deserto do Sara. Aí, não só se sentiu fascinado pela aridez da paisagem, como encontrou tempo e disposição para escrever Courrier-Sud (1929), o seu primeiro romance, em que tratava o fracasso da sua relação com Louise contraposto à bravura dos pilotos da aviação postal. 

     Ainda no mesmo ano, Saint-Exupéry mudou-se para a América do Sul, onde foi nomeado diretor da companhia Aeroposta Argentina. Pilotando aviões de correio, voou através dos Andes, amealhando experiências que lhe serviram como material para o seu segundo romance, Vol de Nuit (1931, Voo na Noite), que logo se tornou um sucesso de vendas internacional, tendo ganho o prémio literário Femina e sido adaptado para cinema em 1933, com nomes como Clark Gable e Lionel Barrymore no elenco. Na obra, Rivière, um chefe de aeroporto calejado, perdeu todas as perspetivas de chegar à reforma, tendo aceite o trabalho de pilotagem de voos postais como o seu destino. 

     Em 1931, Antoine de Saint-Exupéry contraiu matrimónio com uma viúva, Consuelo Gómez Castillo, cujas amizades compreendiam figuras literárias como Maurice Maeterlinck e Gabriele d'Annunzio, e que viria a descrever o escritor, nas suas memórias, como uma criança ou um anjo caído do céu. Consuelo, apesar da adoração que sentia por Saint-Exupéry, viveu com ele um casamento conturbado, repleto de ausências, ciúmes e infidelidades de ambas as partes. 

     Com o encerramento do correio aéreo na Argentina, Saint-Exupéry regressou à Europa, onde passou a fazer a ponte aérea entre Casablanca e Port Étinne, bem como a exercer a profissão de piloto de ensaios para a Air France e outras companhias de aviação. Deu contribuições para o periódico Paris-Soir e chegou mesmo a fazer a cobertura dos acontecimentos do May-Day em Moscovo e a escrever uma série de artigos sobre a Guerra Civil de Espanha. 

     Em 1935, aos comandos de uma aeronave experimental ao serviço da Air France, despenhou-se quando sobrevoava o Norte de África e, tendo sobrevivido, teve que caminhar pelo deserto durante alguns dias, até ter sido salvo por uma caravana. Dois anos depois, pilotando o mesmo modelo, escapou à morte com ferimentos graves quando o avião caiu sobre a Guatemala. 

     Durante o período de convalescença, foi fortemente encorajado pelo amigo e escritor André Gide a escrever sobre a sua profissão. Terre des Hommes (Terra dos Homens) seria publicado em 1939, ano em que arrebataria os prémios da Academia Francesa para Romance e o National Book Award nos Estados Unidos. 

     Com a ocupação da França pelas tropas Nacional-Socialistas alemãs, em 1940, Saint-Exupéry alistou-se e, embora acabasse por ser considerado como inapto para a aviação militar por causa dos seus ferimentos, chegou a pilotar alguns voos de ousadia, que lhe valeram a condecoração Cruz de Guerra. No mês de junho do mesmo ano, e após a assinatura do armistício pelo Marechal Pétain, Saint-Exupéry mudou-se para a França livre com a irmã, de onde partiu para os Estados Unidos. Publicaria, em 1942, na cidade de Nova Iorque Pilote de Guerre, romance em que descrevia a sua fuga da pátria ocupada, e que seria banido pelas autoridades alemãs em França. 


     Juntar-se-ia de novo, em 1943, à Força Aérea francesa baseada no Norte de África e, depois de uma aterragem duvidosa, seria declarado pelo seu comandante como demasiado velho para pilotar. Não obstante, conseguiria posterior autorização para prosseguir os seus voos militares. No mesmo ano publicaria a sua obra mais conhecida, Le Petit Prince (O Principezinho), uma fábula infantil para adultos, traduzida para quase meia centena de línguas, das quais se inclui o Latim. O narrador da obra é um piloto que é forçado a aterrar de emergência no deserto, onde encontra um rapazinho, que se revela ser um príncipe de outro planeta. O principezinho conta-lhe as suas aventuras na Terra e fala-lhe da preciosa rosa que possui no seu astro natal. Acaba, no entanto por ficar desiludido ao saber que as rosas são bastante comuns na Terra e é aconselhado, por uma raposa do deserto, a continuar a amar a sua rosa rara. O principezinho regressa ao seu próprio planeta, tendo, contudo, encontrado um sentido para a sua vida. 

     Descolando da ilha da Sardenha a 31 de julho de 1944, em missão de reconhecimento, Saint-Exupéry nunca chegaria ao destino no Sul de França. Restam dúvidas quanto às possibilidades de ter sido abatido, ter tido uma falha técnica ou cometido suicídio. Deixou em terra o manuscrito inacabado de La Citadelle (1948, Cidadela), em que refletia o seu crescente interesse pela política. 
 
     Em 1998, a cerca de 100 milhas marítimas ao largo da costa de Marselha, um pescador local encontrou no mar uma pulseira com o nome de Saint-Exupéry e de Consuelo Gómez Castillo, a qual suscita ainda incertezas quanto à sua autenticidade. 
Antoine de Saint-Exupéry. In Infopédia [Em linha]. 
Porto: Porto Editora, 2003-2012.

Partilhado de:https://estoriasdahistoria12.blogspot.com
/2020/06/29-de-junho-de-1900-nasce-o-escritor

28 junho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - O POETA AGORA SOU EU : AMIZADE


     No desafio O poeta agora sou eu foram vários os poemas dedicados à amizade. Vamos aqui revelar alguns desses poemas dos alunos da professora Teresa Vieira.

A amizade 

A amizade
É como a felicidade
Que não se pode comprar 
Nem roubar.

A amizade 
É como uma flor ,
É como ter saudade,
É como saber de cor .

A amizade 
É como ter lealdade,
É como saber a realidade.

A amizade 
É ter uma oportunidade,
É ter uma identidade.

Mariana Gaspar, 6º B

Amizade

A amizade é como um dia que acordou feliz,
É como a leveza dos balões,
É transparente como a água do mar.

Ter um amigo é o melhor do mundo.
É ter um jardim florido, cheio de cor e alegria.
É a melhor coisa da minha vida.

A amizade é linda,
A amizade é bela, 
A amizade é florida, 
É como uma Cinderela

Ter um amigo por vontade,
Ajudá-lo a ser vencedor,
É ter alguém com lealdade
E nada é feito por favor.

Rodrigo Monteiro, 6º B

Falsas amizades

A raiva e a tristeza dançam juntos.
Existe amizade verdadeira?
Não fico mais em conjuntos.
Mas também não fico na choradeira.

Tem amizade que parecia boa.
Confesso que me iludi.
Faço tudo pela pessoa, mas no fim foi tudo à toa.

O certo é fechar com vários.
Perto sou muito elogiada.
Mas tenho que confiar em poucos.
Porque por trás sou mal falada.

Opinião é como gosto musical.
E isso eu entendo.
Vamos parar com a falsidade 1...2...3 e ´tá valendo.

Ana Carolina, 6ºA

A minha amizade na quarentena

Nesta quarentena 
Sozinha não fiquei 
Com a minha pequena 
Me animei.

Esta quarentena 
Mais parecia uma prisão 
Mas tudo se animou quando levei um beijinho na mão.

Esta quarentena foi passada 
Com a minha maior preocupação ,
A minha roupa toda amassada 
Mas que grande trabalhão.

A minha gata, 
Muito destemida,
Foi e será a minha melhor amiga.

Inês Rita, 6º A
A amizade 

A amizade não é uma coisa que cresce numa árvore.
E muito menos uma coisa que se elabore .
Por que tem de ser verdadeira,
Não é uma coisa que se arranje na feira.

A amizade é uma coisa bonita.
E é por vezes uma coisa que nos excita.
Também relacionada ao amor,
A amizade por vezes faz nos sentir dor.

Ela não é uma coisa que se encontra,
Mas sim uma coisa que se cria.
Pois além de fazeres um amigo recebes um extra.

A amizade por vezes deixa-nos à deriva 
Num mar de expectativa e intriga. 
A amizade é um mar de sonhos.
João Baleia, 6º C
     A Biblioteca Escolar Ferreira de castro agradece mais uma vez a todos os alunos que responderam a este desafio.

27 junho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - LIDO LÁ EM CASA : D. MANUEL I DUAS IRMÃS PARA UM REI.


 Sara Alexandra Malato, mãe do nosso aluno Rodrigo Malato de 6º ano, escolhe como leitura que lhe agradou, D. Manuel I duas irmãs para um rei de Isabel Stilwell. Para a mãe de Rodrigo esta é a história de um homem que não nasceu para ser rei, chegou até lá depois de ter visto o sobrinho morrer e de ter visto o irmão e o cunhado a serem assassinados, é uma história muito interessante, e que nos mostra como eram algumas coisas antigamente.

 Já o padrasto do Rodrigo,  o senhor Luís Gaspar indica-nos O Monge que vendeu o seu Ferrari  de Robin Sharma. Este nosso leitor achou a história muito interessante e diz-nos que é um livro muito bom e que a história tem muitas lições de como viver melhor.

O nosso aluno Rodrigo Malato Monteiro escolhe Ulisses de Maria Alberta Meneres Foi o último livro que leu, gostou muito da história e achou muito interessante e divertido.

 A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro 
agradece mais uma vez às famílias de leitores 
da nossa comunidade educativa que 
aceitaram responder ao desafio Lido lá em casa

26 junho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - LITERATURA E FOTOGRAFIA: A EXCELÊNCIA DE UM TRABALHO


    Não queremos deixar passar este último dia de aulas deste ano letivo 2019/2020,sem divulgar um trabalho de excelência de uma aluna da Escola Básica Ferreira de Castro de 9º ano, Cecília Barbosa.

      Em Educação Visual, uma das tarefas de E@D disse respeito ao tema da Ilustração. O desafio constou em ilustrar versos de Fernando Pessoa através do processo fotográfico, revelando a interpretação pessoal do texto. Podia-se optar por vários tipos de imagem (realista, figurativa, abstrata), ou então criar uma composição (formal/cor) com vários objetos e/ou outros elementos.

      De muitos dos trabalhos realizados, destacamos o que aqui apresentamos porque para além do recurso fotográfico, surge um vídeo e um texto interpretativo elaborado por Cecília Barbosa da turma I do 9º ano.

       Os versos que Cecília utilizou da obra «Episódios - A Múmia». Poesias. Fernando Pessoa, são:
De quem é o olhar
Que espreita por meus olhos?


Convido-vos a ver a produção de Cecília 
antes de qualquer explicação da autora.


     Cecília Barbosa escreve assim, 
como criou esta produção:

      Eu já queria fazer um trabalho assim há muito tempo, eu queria fazer uma coisa que chocasse as pessoas e que as fizesse pensar.
      A ideia surgiu assim que li os versos. Pensei em fazer um trabalho apenas sobre os problemas que as mulheres têm com o seu corpo e como se sentem inseguras. Decidi pensar mais um pouco e defini que ia fazer um vídeo com todos os problemas que a mulher enfrenta diariamente, como o assédio, a violência, algum machismo no trabalho e as inseguranças.
    Fui ler alguns casos para fazer uma boa interpretação e comecei a tirar as fotografias. Para as fotos decidi que iria usar uma camisa branca e uns calções, queria que fosse delicado e queria que as minhas pernas aparecessem para representar a insegurança referente ao corpo.
     O texto foi surgindo. Enquanto editava as fotos, fui apontando tudo o que me vinha à cabeça, fui escrevendo e decidi finalizar com os próprios versos de Fernando Pessoa. Gravar não foi fácil porque nunca tinha feito nada deste género, mas penso que acabei por fazer uma boa interpretação do que tinha escrito. Quando ouvi o áudio pela primeira vez mexeu comigo e não contive as lágrimas quando vi o projeto concluído.
     Este trabalho mexeu muito comigo e é com certeza um dos trabalhos que nunca irei esquecer porque é uma realidade que todas vivemos. 


Obrigada Cecília por partilhares connosco a tua 
sensibilidade artística e sentido estético.

     Colocamos agora aqui o poema de Fernando Pessoa de onde foram tirados os versos inspiradores.

Fernando Pessoa 
III - De quem é o olhar 

III 

De quem é o olhar 
Que espreita por meus olhos? 
Quando penso que vejo, 
Quem continua vendo 
Enquanto estou pensando? 
Por que caminhos seguem, 
Não os meus tristes passos, 
Mas a realidade 
De eu ter passos comigo? 

Às vezes, na penumbra 
Do meu quarto, quando eu 
Para mim próprio mesmo 
Em alma mal existo, 
Toma um outro sentido 

Em mim o Universo — 
É uma nódoa esbatida 
De eu ser consciente sobre 
Minha ideia das coisas. 

Se acenderem as velas 
E não houver apenas 
A vaga luz de fora —
Não sei que candeeiro 
Aceso onde na rua — 
Terei foscos desejos 
De nunca haver mais nada 
No Universo e na Vida 
De que o obscuro momento 
Que é minha vida agora. 

Um momento afluente 
Dum rio sempre a ir 
Esquecer-se de ser, 
Espaço misterioso 
Entre espaços desertos 
Cujo sentido é nulo 
E sem ser nada a nada. 

E assim a hora passa 
Metafisicamente. 
s. d.
«Episódios - A Múmia». Poesias. Fernando Pessoa. 
(Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.)
 Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). - 64. 
1ª publ. in Portugal Futurista , nº 1. Lisboa: 1917. 

DIAS DE QUARENTENA - VÍDEO MÁGICO SOBRE OS LIVROS.


      Hoje é o último dia de aulas e não podemos deixar de apresentar um pequeno filme intitulado A melhor curta-metragem do mundo para incentivar a leitura. 
      Nestes cerca de 15 minutos de vídeo, através de uma história mágica, é-nos transmitida a paixão pela leitura, assim como o amor pelos livros.


Sentem-se em família e assistam 
a este filme maravilhoso 


DIAS DE QUARENTENA - ÚLTIMO DIA DE AULAS


As aulas estão a chegar ao fim, mas os livros devem continuar.
Boas leituras para todos.

DIAS DE QUARENTENA - O POETA AGORA SOU EU : O REGRESSO À ESCOLA


     Neste desafio O poeta agora sou eu muitos foram os alunos que nos revelaram que gostam da escola, não só do convívio como da aprendizagem. Estes poemas são um motor de esperança e de crença nas aulas presenciais e nos alunos que gostam de aprender. A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro fica satisfeita por poder revelar estes sentimentos positivos de esperança.
     Temos aqui o Miguel Afonso da turma A do 6º ano que nos fala do Regresso à Escola.
     Obrigada Afonso pelo teu entusiasmo.

O regresso à escola

Quero voltar à escola
para mais poder aprender,
às costas levar a minha sacola
com muitos livros para ler.

Quero voltar à escola para todos ver
No peito levo a saudade,
O cuidado de todos querer saber
depois destes dias sem liberdade.

Quero voltar à escola…
Ela é como um raio de sol,
como a luz de um farol.

No regresso à escola
as nuvens vão deixar de chorar
e o sol vai brilhar.

DIAS DE QUARENTENA - LIDO LÁ EM CASA : O ANJO BRANCO.


      Uma nova partilha de leituras e desta vez da família de um aluno de 7º ano.
     O pai do nosso aluno Pedro Alves, o senhor João Alves escolhe para nos sugerir leitura, o livro de José Rodrigues dos Santos, O Anjo Branco. Para este pai este foi um dos livros mais emocionantes que leu em 2019. 

      A mãe do Pedro, a senhora Susana Pereira, escolhe A Magia Das Pequenas Coisas de Sarah Addison Allen, porque é uma história engraçada e leve.


     O nosso aluno de 7º ano  Pedro Alves, escolhe para nos sugerir o livro História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luiz Sepúlveda porque fala de uma amizade improvável de um gato e de uma gaivota.
A biblioteca Escolar Ferreira de Castro 
agradece a mais esta família 
que respondeu ao desafio Lido lá em casa.