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13 maio, 2017

Exposição Colares Memória e Identidade


Exposição concebida no âmbito das Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Colares, ocorridas em novembro de 2016.
Encontra-se em exibição desde a última semana de abril, pela Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, até ao final do terceiro período letivo, a exposição monográfica “Colares – Memória e Identidade” que constitui um projeto pedagógico-cultural de investigação histórica e comemoração retrospetiva do quinto centenário da outorga do Foral Novo pelo Rei D. Manuel I de Portugal à vila de Colares em 10 de Novembro de 1516.


A sua conceção pelo Núcleo de Património Histórico e Roteiros da Divisão de Cultura do Departamento de Cultura, Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Sintra data de Outubro de 2016 e a sua organização constitui um conjunto expositor versátil de 12 painéis sintéticos flexíveis e impressos em telas polícromas ilustradas montadas em rolos metálicos portáteis, sendo especialmente vocacionado para a itinerância sazonal pela rede escolar concelhia.

Ela encontra-se estruturada numa sequência sintetizada de rúbricas temáticas organizadas cronologicamente, abordando as características geográficas, a iconografia e a cartografia da região colarense, bem como as fontes documentais, os relatos literários e as descobertas arqueológicas alusivas à génese da presença humana no respetivo território, desde a Pré-História até à ocupação islâmica dos sécs. VIII-XII.


Segue-se a abordagem do ordenamento político-administrativo e sócio económico desde a Cruzada militar da reconquista cristã peninsular até à fundação afonsina da nacionalidade portuguesa no séc. XII, a possível presença moçárabe e a comunidade de mouros forros, a origem dionisiana do reguengo de Colares no séc. XIII, o crescimento nascente do urbanismo viário da vila medieval e o senhorio expansionista do Condestável D. Nuno Álvares Pereira na transição dos sécs. XIV-XV.

Posteriormente, foca-se a refundação municipal de Colares com a outorga do foral manuelino e as consequentes renovação urbanística quinhentista e requalificação dos equipamentos municipais, bem como a dinâmica sócio religiosa da Misericórdia e da Paróquia recente e o património artístico da Igreja Matriz, além do protagonismo arquitetónico e literário seiscentista da família Melo e Castro, focando-se depois a evolução documental da administração pública na Freguesia e no Concelho (extinto em 1855), rumo à modernidade contemporânea.


Finalmente, conclui-se com a imagética neoclássica e romântica das gravuras e da literatura de viagens de autores nacionais e visitantes estrangeiros dos sécs. XVIII-XIX, a produção agrícola vitivinícola regional, a biografia sumária dos principais vultos locais dos sécs. XIX-XX e a emergência turística da vilegiatura veraneante interior e litoral consequente da implantação do carro elétrico de Sintra ao Atlântico.


Em resumo, dos lugares do mapa à memória dos sítios, do itinerário histórico à descoberta dos rostos, da dinâmica religiosa à assistência social, da circulação ferroviária à tradição vínica, da descrição geográfica ao serviço autárquico, esta exposição monográfica contribui para preencher uma lacuna importante na produção cultural sintrense, difundindo a riqueza e a diversidade milenares das terras e das gentes de Colares.

Texto do Núcleo de Património Histórico e Roteiros da Divisão de Cultura do Departamento de Cultura, Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Sintra



Foi com agradável surpresa que constatámos que nesta exposição se encontra retratado o avô da professora de Música da Escola Básica Ferreira de Castro, Sofia Doutor.


12 maio, 2017

Feira Saloia


No próximo dia 24 de maio celebra-se o 129º aniversário do patrono do agrupamento, José Maria Ferreira de Castro, coincidindo assim com o Dia do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro. Também este ano se celebra o 25º aniversário da Escola Básica Ferreira de Castro, e para isso o agrupamento decidiu recriar uma Feira Saloia com todas as escolas do agrupamento. A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro na sua função de integração e apoio ao Plano Anual de Atividades construiu uma referência de informação sobre feiras saloias e o traje saloio. Os grupos de História e HGP recorrendo ao ppt criado pela Biblioteca Escolar, apresentaram em sala de aula a temática histórica do Saloio e da Feira Saloia. Os diretores de turma nas aulas de Formação Cívica exploraram o material produzido pela Biblioteca Escolar Ferreira de Castro como recurso à recriação do traje saloio e indicação aos alunos da indumentária para a Feira Saloia.

































10 abril, 2017

A Magia da Vida - Semana da Leitura 2017

Ainda integrado na Semana da Leitura da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, a 30 de março  tivemos um verdadeiro momento mágico com a apresentação do espetáculo de magia de Nuno André intitulado A Magia da Vida.
A apresentação da magia da leitura associada à obra de Saint-Exupéry, O Principezinho envolvido na arte da prestidigitação, foi mais um momento alto da nossa Semana da Leitura.

A edição Pop-up do texto integral da obra O Principezinho serviu de pretexto para levar 90 alunos de três turmas de 6º e 7º ano, à descoberta de valores e sentimentos, como a solidariedade, o amor e a amizade.

A magia da vida na descoberta do Outro foi um dos temas explorados por Nuno André através do encantamento dos alunos, presos nas mãos mágicas da ilusão.


Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos, ensina-nos o Principezinho, assim como Nuno André nos mostra, que nem tudo o que se vê, é.





Quando Saint-Exupéry em O Principezinho nos diz que Quer seja a casa, as estrelas ou o deserto, o que os torna belos é o invisível,ele transporta-nos para a magia do que se adivinha e está para além do que se vê.

O nosso mágico Nuno André também nos transportou para além das aparências.


Saint-Exupéry em O Principezinho  também nos revela que O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.

O diretor do agrupamento de Escolas Ferreira de Castro também se defrontou com o obstáculo da magia das cartas.

A magia de Nuno André atingiu todos os alunos inclusivamente os que vieram à Biblioteca oriundos da Unidade de Aprendizagem e Multideficiência, dando razão mais uma vez ao Principezinho que refere: O que dá beleza ao deserto é que esconde um poço de água em qualquer parte.


O Principezinho ensina-nos que O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte. O amor  verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
O mágico Nuno André faz-nos acreditar que de uma varinha mágica onde nada se espera, a magia acontece.

Depois do espetáculo fantástico que o Mágico Nuno André nos apresentou, ele fez a analogia entre a magia e a leitura.Ler é ver para além das aparências das letras, ler é imaginar o que não está à frente dos nossos olhos, ler é descobrir o essencial das ideias, ler é saber atingir a mensagem. A biblioteca é um local de magia por excelência.