Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

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17 junho, 2020

DIAS DE QUARENTENA - BRINCAR COM PALAVRAS: O LIMPA PALAVRAS


      Hoje começamos uma nova rubrica intitulada Brincar Com Palavras, com as turmas de 6º ano H,I,J, da professora Maria de Jesus André. O ponto de partida desta atividade foi o poema  O Limpa Palavras.


      Antes de revelarmos as respostas dos nossos alunos ao desafio, deixamos aqui o texto de Álvaro Magalhães com ilustrações de Danuta wojciechowska.

                                O Limpa - Palavras

Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia. 

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.


A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papeis no ar
e é preciso fechá-la na arrecadação. 

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão. 


A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio. 


Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão para apanhares
a palavra barco ou a palavra amor. 

Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia. 


Se queres ouvir dizer este poema 
e mergulha nas palavras.

DIAS DE QUARENTENA -O POETA AGORA SOU EU : SER DIFERENTE SEM SE VER


      Os alunos de 6º ano da professora Teresa Vieira foram desafiados a serem poetas, a expressar-se por poemas, quadras e tercetos, quais poetas de sonetos.

      Hoje começamos com o David Santos do 6º ano da turma B, que nos revela por palavras a sua força interior.

Ser diferente sem se ver 

Da escola aprendi a gostar,
Amigos fiz e estudei,
com a família confraternizei.

O meu bem estar piorou,
com alterações na audição
e cansaço psicológico acusou.

Não é visível a diferença:
cálculo, audição, língua estrangeira ou leitura,
tudo compensa,
mesmo sem cura.

Na Ferreira de Castro aprendi.
No desporto sou feliz.
Fui aceite e cresci,
No coração, professores acolhi.


Obrigada David por revelares a tua força!

DIAS DE QUARENTENA - NÓS DE ESCRITA: UMA HISTÓRIA DE LOUCOS( PARTES IV, V, VI)


      Continuamos com Uma História de loucos, escrita pelos alunos do 5º ano da turma H, que na Drive da sua Classroom, foram estabelecendo laços na sua história e assim criando o resultado deste desafio, lançado pela Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, Nós de Escrita.


Vamos lá então continuar a ler 
como os nossos heróis da história 
viveram a pandemia. 

IV
 V
 VI

E CONTINUA...

DIAS DE QUARENTENA - MÁSCAR(A)RTE:GLITTER WAVE


      Continuamos com a atividade MÁSCAR(A)RTE, desafio da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, e desta vez pela mão da Margarida Carapinha  da turma G do 8º ano, que nos recorda a moda do pozinho brilhante  com a máscara que intitulou Glitter Wave.

Obrigada Margarida por participares nesta atividade.