Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

Aqui partilhamos tudo o que acontece na nossa Biblioteca.

Páginas

06 fevereiro, 2019

Redes Sociais


Ainda na Semana da Internet Segura, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro deu início a uma formação para todos os alunos de 9º ano sobre Redes Sociais.


As redes sociais fazem parte da maioria das vidas e vivências dos jovens. Para os jovens o uso das redes sociais é como comer ou dormir, estando ligadas a tudo o que fazem. Faz parte da sua identidade, não é uma atividade extra curricular. A necessidade que sentem de estar sempre ligados, deve ser alvo de alguma reflexão da sua parte, pois a maioria não está desperta para os riscos que a utilização indevida das diversas ferramentas que usam pode ter.


Deste modo esta formação contemplou os seguintes objetivos: alertar os alunos para o uso das redes sociais, por vezes, indevido e pouco consciente que lhes dão; educar os utilizadores a usar as redes sociais de forma responsável, uma vez que estas não vão desaparecer; fazer os alunos refletir sobre o uso que dão às redes sociais; sensibilizar os alunos para o uso das redes sociais como fonte de aprendizagens.




Mais uma vez a implementação de O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória ao nível das competências na Informação e comunicação e Pensamento crítico e pensamento criativo.

05 fevereiro, 2019

Segurança na Internet



Iniciámos a 4 de fevereiro a Semana da Internet Segura, e entre as diversas iniciativas da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, pudemos contar com a colaboração da PSP de Algueirão Mem Martins e a sua divisão da Escola Segura, para uma sessão sobre precauções no uso da Internet.


As cinco sessões foram para todas as turmas de 5º ano e começaram com a visualização de um programa da RTP Ensina de 2014 sobre Adolescentes no Facebook.

Em Portugal, 77% dos cibernautas têm conta no site onde só se pode entrar a partir dos 13 anos. Mas esta regra é muitas vezes contornada com a ajuda dos pais, e assim, os mais novos conseguem mais cedo ter uma vida online.



O acesso não podia ser mais simples: basta um endereço eletrónico, criar uma conta, construir um perfil e começar a partilhar interesses com a imensa família do “Face”. Os adolescentes expõem-se sem preocupações, fornecem dados importantes sobre a sua vida privada, esquecem-se que uma brincadeira inocente pode ter consequências graves. No mundo virtual, nada desaparece, tudo é facilmente replicado, copiado e explorado por empresas que comercializam dados pessoais e não só. A exposição exagerada pode parecer inofensiva, mas os casos de roubo de identidade, rapto, cyberbullying, pedofilia, acontecem vezes demais. O perigo está lá, a questão é como o evitar.

Os primeiros passos na rede devem ser acompanhados pelos pais. É fundamental explicar que, tal como na vida real, não se deve falar com estranhos, dar o número de telemóvel, a morada de residência ou a da escola, nem publicar fotografias íntimas. As crianças precisam de ajuda para decifrar informações e perceber que há limites para o que se escreve e divulga no Face, porque tudo o que lá se faz fica à vista de todos.

Nesta reportagem, seguimos o exemplo de duas famílias que promovem uma navegação consciente e regrada. Sabem que não conseguem eliminar os riscos todos mas ensinam os filhos a ter um comportamento seguro online. A verdade é que aqui, ninguém se quer desligar.

http://ensina.rtp.pt/artigo/navegar-no-facebook-sem-cair-na-rede/


Como nos diz este texto que acompanha o programa da RTP Ensina de 2014 sobre Adolescentes no Facebook, os cuidados são poucos para uma verdadeira segurança na Internet, nomeadamente entre as camadas mais jovens. As turmas presentes em cada sessão puderam debater este assunto e colocar as dúvidas e preocupações assim como partilhar experiências.




No final de cada sessão os agentes da Escola Segura sistematizaram os cuidados essências a ter quando se acede à Internet. Fotografias, mensagens e outras informações devem ser colocados com as devidas regras de proteção e os contactos devidamente supervisionados por adultos em ambiente familiar, de preferências pelos pais.

A implementação de O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória nesta atividade foi na Área de Competência  de Informação e comunicação e Pensamento crítico e pensamento criativo, em que os alunos puderam desenvolver  critérios de análise para tirar conclusões fundamentadas e proceder à avaliação de resultados, nomeadamente sobre o uso seguro da Internet.

04 fevereiro, 2019

O livro e a paisagem em Ferreira de Castro




Ainda o escritor da paisagem: Ferreira de Castro

“Era ainda, ao longe, um risco azuláceo- claro a emergir da muralha verde da selva. Buscando o canal, o “ Justo Chermont” mais uma vez trocou a margem direita pela esquerda e só depois convergiu a sua proa ao novo porto.
O seringal desvendava-se agora totalmente: em linha recta erguiam-se três barracas, logo dois casarões de madeira e telha. Um, resvés à terra, que devia ser pasto das águas em ano de enchente grande; o outro, muito comprido, ladeado por uma varanda, fixava-se em paliçada, para se libertar das inundações. Pelo porte, tamanho e pinturas, indicava a residência do amo e sede da exploração do seringal.
Desde Três Casas, Alberto não avistara outro tão importante, situado num vasto campo, que terminava, já na margem do rio, à sombra de três palmeiras, altas, nobres e solenes.”
Ferreira de Castro, A Selva (1930)
(BEFC cota – 82-3, CAS – SEL)
pág.82,83

31 janeiro, 2019

A Pedra na Arquitetura - Programa Cientificamente Provável



No programa Cientificamente Provável da Rede de Bibliotecas Escolares, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro estabeleceu parceria com o Instituto Superior Técnico e o Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA). No passado dia 30 pudemos realizar várias sessões sobre o tema A Pedra na Arquitetura com a abordagem da questão da pedra aplicada às construções, tanto em monumentos como em construções recentes.



Através de uma sequência de imagens da História da Humanidade a Prof. Drª Amélia Dionísio começou por revelar uma ligação forte entre a pedra e a arquitetura, desde o paleolítico, passando pela Antiguidade, Idade Média e Moderna, até aos dias de hoje. Os alunos puderam perceber como as técnicas de aplicar a pedra na arquitetura foram evoluindo e acompanharam as tendências estéticas.




A pedra como recurso natural que a partir da Revolução Industrial permite a sua aplicação em espaços de onde não é originária e cada vez mais distantes, vai sendo aplicada em pavimentos, escadarias, revestimentos, materiais industriais à base de pedra, etc.



Os alunos puderam ver como a calçada portuguesa é composta de calcário branco e negro e puderam saber que uma das pedras com mais valor no mundo, a pedra lioz , é extraída no concelho de Sintra, onde acorrem compradores de todo o mundo, a mesma pedra que fazia lastro nas naus portuguesas para o Brasil, presente hoje em edifícios em Salvador da Baía.

Foi mostrada aos nossos alunos a riqueza do património monumental edificado em Sintra e a aplicação da pedra nos monumentos. Granito, mármore, calcário, lioz, foram algumas das amostras que os nossos alunos puderam observar.



A Doutora Amélia Dionísio pode mostrar aos alunos como o mármore, granito, calcário e xisto nos monumentos sofrem de atuais patologias causadas por aspetos naturais e pela ação do Homem: poluição, vandalismo, microrganismos, chuvas, incêndios, os pombos e os seus digestos, etc.

Os sintomas das doenças das pedras manifestam-se de diversas maneiras: desfazerem-se, saltar em camadas, rachar, etc. Foi na sequência desta temática que foi abordado o tema da preservação do património e da intervenção na conservação dos edifícios.



Para além da abordagem do programa de História do 3º ciclo, na sua vertente artística e de património, com estas sessões sobre a pedra na arquitetura a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro pôde participar na implementação de O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória na Área de Competência  Sensibilidade estética e artística, levando os alunos a compreenderem o domínio de processos técnicos e performativos envolvidos na criação artística, possibilitando o desenvolvimento de critérios estéticos para o juízo crítico e para o gosto, numa vivência cultural informada; na Área de Competência  Pensamento crítico e pensamento criativo, os alunos puderam tirar conclusões fundamentadas e proceder à avaliação de resultados, e no Saber científico, técnico e tecnológico, os alunos Identificam necessidades e oportunidades tecnológicas numa diversidade de propostas e podem fazer escolhas fundamentadas, nomeadamente quanto à defesa e valorização do património.