Hoje publicamos o parecer literário de Yulilia Boiko sobre o livro que leu da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, do Projeto Leituras+ em Rota Livre. Reconhecer as aprendizagens decorrentes da leitura permite aos nossos alunos compreenderem que a literatura contribui para o seu crescimento global. Para além dos conteúdos académicos, muitas obras oferecem ensinamentos sobre relações humanas, escolhas éticas e desafios pessoais. Identificar essas aprendizagens ajuda o aluno a integrar a experiência literária na sua vida quotidiana.
"Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve." Autor: José Luís Borges
Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra
Aqui partilhamos tudo o que acontece na nossa Biblioteca.
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13 abril, 2026
Os Recursos Minerais que olhamos mas não vemos
No âmbito do Programa Cientificamente Provável, da Rede de Bibliotecas Escolares, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro promoveu mais uma atividade em colaboração com o CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente do Instituto Superior Técnico.
A iniciativa, intitulada "Os Recursos Minerais que Olhamos e Não Vemos", envolveu cerca de 58 alunos do 8.º ano e teve como principal objetivo sensibilizar os participantes para a importância dos recursos minerais no nosso dia a dia. Através de uma abordagem dinâmica e interativa, a professora Amélia Dionísio, do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do Instituto Superior Técnico, desafiou os alunos a identificar a presença dos minerais em múltiplos contextos da vida quotidiana.
Ao longo da atividade, os participantes descobriram como os recursos minerais estão presentes em áreas tão diversas como a medicina, o desporto, a tecnologia, os transportes e a alimentação. Ficou também evidente que estes recursos são finitos e que algumas práticas frequentemente consideradas sustentáveis exigem uma reflexão mais aprofundada sobre o seu verdadeiro impacto ambiental.
No final de cada sessão, com o apoio da mascote José Maria, inspirada em José Maria Ferreira de Castro, os alunos aprofundaram os seus conhecimentos sobre a utilização dos minerais e a sua relevância para a sociedade contemporânea.
A educação para a sustentabilidade no consumo de recursos minerais assume um papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes, informados e responsáveis. Compreender o percurso dos minerais, desde a sua extração até à sua reutilização e reciclagem, permite desenvolver uma visão crítica sobre os desafios ambientais e sociais associados ao consumo destes recursos.
Ao integrar esta temática na sua planificação anual, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro pretende contribuir para o desenvolvimento de competências que capacitem os alunos a fazer escolhas mais sustentáveis e a apoiar práticas que promovam a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.
A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro agradece, uma vez mais, a valiosa colaboração da professora Amélia Dionísio e do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do Instituto Superior Técnico, cuja participação continua a enriquecer o percurso educativo dos nossos alunos.
10 abril, 2026
Mediação Ler+ Jovem com Yasmin Lopes
A possibilidade de retirar uma mensagem significativa de um livro aumenta a motivação dos jovens leitores. Quando sentem que a leitura lhes oferece algo relevante para a sua vida, o envolvimento cresce e a experiência torna-se mais gratificante. A literatura passa a ser percebida como um espaço de descoberta e não apenas como uma tarefa escolar. Hoje é Yasmin Lopes do 7ºA3 que partilha o seu parecer literário da obra PAX, neste projeto da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, Mediação Ler+ Jovem.
24 março, 2026
Miúdos a Votos
Hoje foi dia de eleições. A iniciativa Miúdos a Votos mobilizou um grande número de alunos, enchendo o bar dos alunos com jovens eleitores que participaram na escolha do seu livro preferido. No total, votaram 193 alunos do 2.º ciclo e 310 do 3.º ciclo. A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro agradece a todos os que contribuíram para o sucesso desta caminhada eleitoral.

Mediação Ler+ Jovem com Madalena Cinta
A capacidade de reconhecer e valorizar uma mensagem literária promove a formação de leitores conscientes e reflexivos. Jovens que leem com atenção ao significado tornam-se adultos mais críticos, capazes de questionar, interpretar e atribuir sentido às experiências que vivem. A leitura assume, deste modo, um papel central na construção de cidadãos participativos e informados. Madalena Cinta conta-nos o que absorveu com a sua leitura da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro.
20 março, 2026
Mediação Ler+ Jovem com Santiago Luís
Hoje publicamos a opinião de Santiago Luís sobre o livro que leu, da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, neste que é o Projeto Mediação Ler+ Jovem, da Escola a Ler Mais e Melhor que somos. Reconhecer as aprendizagens retiradas de uma obra lida é um passo essencial no desenvolvimento de jovens leitores autónomos. Quando o aluno identifica aquilo que aprendeu — seja um novo vocabulário, uma reflexão sobre valores ou uma melhor compreensão de determinado contexto histórico ou social — toma consciência do seu próprio processo de crescimento. Esta metacognição fortalece a capacidade de aprender a aprender.
19 março, 2026
Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro
A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro tem patente nestes meses de março e abril, a Exposição Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro. O Comité Português do projeto da UNESCO “A Rota do Escravo” produziu esta exposição , que visa promover junto de públicos diversificados o conhecimento das problemáticas da Escravatura e do Tráfico de Escravos no mundo.
Grupos/turmas de 2º e 3º ciclos visitam esta exposição nas disciplinas de História e de Cidadania.
A emergência e a expansão da escravatura africana e do tráfico negreiro continuam, ainda hoje, a suscitar debate e reflexão. Este fenómeno histórico, marcado por uma violência extrema, moldou profundamente as relações entre o continente africano e outras regiões do mundo, como a Europa, a América e a Ásia.
Ao longo de séculos, esta realidade revelou tanto a crueldade humana como a capacidade de resistência e de memória. Dela nasceram múltiplos “lugares de memória”: monumentos, nomes de lugares e de povos, histórias transmitidas oralmente, contos, lendas e mitos. Estes elementos constituem um património vivo, continuamente reinterpretado pela memória coletiva.
Esta exposição propõe-se dar a conhecer esses lugares de memória nos países africanos de língua portuguesa. O seu objetivo é identificar, inventariar e mapear diferentes formas de memória — desde as mais visíveis e materiais, como edifícios e objetos, até às expressões imateriais preservadas pela tradição oral, que mantêm viva a criação cultural.
Nos territórios africanos, todos os espaços — aldeias, caminhos, florestas e rios — são habitados por vestígios do passado. As palavras, os objetos e os monumentos recordam a complexidade da condição humana, evocando tempos em que homens venderam outros homens, seus semelhantes, ou foram privados da sua liberdade e submetidos à escravatura.
Os lugares de memória não se limitam, por isso, aos grandes monumentos. Incluem também manifestações mais discretas, mas igualmente significativas, que permitem às comunidades — sejam elas locais, regionais, nacionais ou continentais — reencontrar a sua identidade e afirmar a sua capacidade de construir o futuro. Estes lugares convidam à reflexão sobre os percursos históricos e à compreensão do passado como base para a transformação do presente.
Inventariar e valorizar estes lugares de memória é, assim, um ato essencial. É através desse trabalho que se reconhece a história africana no quadro universal dos direitos humanos, tornando incontornável a memória do sofrimento causado pela escravatura e pelo tráfico negreiro, e reforçando o compromisso de nunca o esquecer.
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