Blogue da Biblioteca Escolar da Escola Básica Ferreira de Castro - Sintra

Aqui partilhamos tudo o que acontece na nossa Biblioteca.

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29 novembro, 2020

Thanksgiving


Mais do que nunca, o tradicional feriado americano “ Thanksgiving Day” celebrado ao longo do tempo na última quinta-feira de cada mês de novembro, relembra-nos como é importante agradecer tudo o que temos, mesmo quando atravessamos tempos difíceis.


A Biblioteca Escolar junta-se a esta comemoração, proporcionando aos alunos contacto com a cultura americana, recriando no seu espaço o ambiente de época, através de uma apresentação cenográfica.




Não faltam o peru, o milho, a batata-doce, os doces confecionados com abóbora, os arandos, as nozes pecan, entre outras iguarias, que ainda hoje se incluem na refeição de muitas famílias americanas neste dia.






Na decoração desta sala  cenográfica não falta o navio Mayflower ou o prato decorativo com o simbólico peru.



Pretende-se assim, articular o trabalho da Biblioteca Escolar com os conteúdos abordados no currículo da disciplina de Inglês, desenvolvendo a competência intercultural dos nossos alunos e o trabalho interdisciplinar dos docentes da Escola.

Mais uma vez a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro reconhece as especificidades e as intencionalidades das diferentes manifestações culturais, cumprindo um dos objetivos do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

Várias são as turmas de inglês de terceiro ciclo que visitam a Biblioteca Escolar nesta quadra, visionam filmes alusivos à data e participam em desafios animados.

A todos os que ajudaram a criar este espaço de Thanksgiving, o nosso reconhecido agradecimento.

A História do Thanksgiving

Em 1620 cerca de 102 puritanos protestantes conseguiram fugir da perseguição religiosa que sofriam na Inglaterra, usando o navio Mayflower para chegar ao Novo Mundo. 


Após 66 dias de uma viagem marcada pela fome e pelas doenças  chegaram ao seu destino, mas na luta contra o tempo para construírem as suas casas antes da chegada do inverno, apenas sobreviveram cerca de cinquenta pessoas.






E se não fosse a ajuda que no dia 16 de março de 1620 receberam de dois índios americanos, (Samoset e Squanto), que também falavam inglês, provavelmente poucos ou nenhum teria sobrevivido. Os índios ensinaram a extrair a seiva das árvores, a evitar plantas venenosas, a lavrar, a plantar milho e outros alimentos e a caçar. Foi graças a essa ajuda que os peregrinos que restaram conseguiram sobreviver no Novo Mundo.



No ano seguinte, chegada a época das colheitas, que era no mês de Outubro, os recém chegados ficaram deslumbrados com a fartura. De repente existia comida mais do que suficiente para conseguirem atravessar o inverno.


Como forma de comemoração, o governador dos peregrinos, William Bradford, decidiu realizar um banquete durante três dias, para agradecer a Deus a grande colheita desse ano e convidou os nativos norte-americanos para também lhes agradecer os seus preciosos ensinamentos que os salvaram da fome e do frio.


Com o passar dos séculos o dia de Ação de Graças tornou-se uma tradição anual, tendo sido o presidente Abraham Lincoln, quem declarou a última quinta-feira de Novembro como a data para a sua celebração. 
Esta tradição foi seguida desde então. A única exceção foi quando o Presidente Franklin Roosevelt entendeu que deveria ser mudada para a terceira quinta-feira de Novembro.


Assim, os historiadores consideram aquele dia do ano de 1621, como o primeiro Dia de Ação de Graças, por representar o símbolo de solidariedade e de fraternidade entre povos de culturas diferentes.

                                         In https://origemdascoisas.com/a-origem-do-dia-de-accao-de-gracas/


Para melhor entender a origem desta data tão simbólica para o povo americano, 



Para assistir a uma animação sobre o Thanksgiving, 


28 novembro, 2020

Tertúlias Literárias

Com as tertúlias literárias estabelece - se uma relação de cumplicidade entre os leitores e os livros lidos, onde ler, entender o que foi lido e falar sobre o que se leu são objetivos. Simultaneamente mobilizam-se novos entusiastas para a leitura em grupo turma.

Hoje apresentamos os leitores da turma A3 do 7º ano, com os livros lidos da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro.




Tertúlias Literárias

A Biblioteca Escola Ferreira de Castro em parceria com os professores de português de 2º e 3º ciclos, continua a educar para a leitura através das Tertúlias Literárias.
Cada aluno apresenta aos seus colegas a obra que leu do fundo documental da biblioteca escolar e responde às questões da turma. Divulgam-se obras, expõem-se pareceres e motiva-se para a leitura.
Deixamos aqui imagens da turma B2 do 6º ano.


27 novembro, 2020

A Pedra na Arquitetura


No programa Cientificamente Provável da Rede de Bibliotecas Escolares, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro estabeleceu em mais um ano parceria com o Instituto Superior Técnico e o Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA). No passado dia 26 de novembro pudemos realizar várias sessões sobre o tema A Pedra na Arquitetura com a abordagem da questão da pedra aplicada às construções, tanto em monumentos como em construções recentes.



Através de uma sequência de imagens da História da Humanidade a Professora Doutora  Amélia Dionísio começou por revelar uma ligação forte entre a pedra e a arquitetura, desde o paleolítico, passando pela Antiguidade, Idade Média e Moderna, até aos dias de hoje. Os alunos puderam perceber como as técnicas de aplicar a pedra na arquitetura foram evoluindo e acompanharam as tendências estéticas.





A pedra como recurso natural que a partir da Revolução Industrial permite a sua aplicação em espaços de onde não é originária e cada vez mais distantes, vai sendo aplicada em pavimentos, escadarias, revestimentos, materiais industriais à base de pedra, etc.


Os alunos puderam ver como a calçada portuguesa é composta de calcário branco e negro e puderam saber que uma das pedras com mais valor no mundo, a pedra lioz, é extraída no concelho de Sintra, onde acorrem compradores de todo o mundo, a mesma pedra que fazia lastro nas naus portuguesas para o Brasil, presente hoje em edifícios em Salvador da Baía.


Foi mostrada aos nossos alunos a riqueza do património monumental edificado em Sintra e a aplicação da pedra nos monumentos. Granito, mármore, calcário, lioz, foram algumas das amostras que os nossos alunos puderam observar.


A Professora Doutora Amélia Dionísio pôde mostrar aos alunos como o mármore, granito, calcário e xisto nos monumentos sofrem de atuais patologias causadas por aspetos naturais e pela ação do Homem: poluição, vandalismo, microrganismos, chuvas, incêndios, os pombos e os seus digestos, etc. 

Os sintomas das doenças das pedras manifestam-se de diversas maneiras: desfazerem-se, saltam em camadas, racham, etc. Foi na sequência desta temática que foi abordado o tema da preservação do património e da intervenção na conservação dos edifícios.


Para além da abordagem do programa de História do 3º ciclo, na sua vertente artística e de património, e do programa de Ciências Naturais de 7º ano no subtema Dinâmica Externa da Terra,  com estas sessões sobre a pedra na arquitetura a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro pôde participar na implementação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória na Área de Competências na Sensibilidade estética e artística, possibilitando o desenvolvimento de critérios estéticos para o juízo crítico e para o gosto, numa vivência cultural informada. Na Área de Competência Pensamento crítico e pensamento criativo, os alunos puderam tirar conclusões fundamentadas e proceder à avaliação de resultados. No Saber científico, técnico e tecnológico, os alunos Identificam necessidades e oportunidades tecnológicas numa diversidade de propostas e puderam fazer escolhas fundamentadas, nomeadamente quanto à defesa e valorização do património.

Mais uma vez a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro agradece ao Instituto Superior Técnico e à Professora Doutora Amélia Dionísio a colaboração através do Programa Cientificamente Provável da Rede de Bibliotecas Escolares.

26 novembro, 2020

Formação em cartaz


Em mais um ano letivo, a Biblioteca Escolar Ferreira de Castro está a proporcionar a todas as turmas de 7º ano uma formação em composição estética de cartazes temáticos em trabalhos escolares, cumprindo a sua missão de desenvolvimento da literacia visual.

O uso de cartaz é um trabalho recorrente nas diversas disciplinas de 2º e 3º ciclos por ser um meio de comunicação de natureza visual versátil e dinâmica onde se espelham conteúdos e aprendizagens, podendo divulgar diversos tipos de mensagens. 


A atividade “Formação em cartaz”, pelas mãos da professora Isaura Esteves, elemento da equipa da Biblioteca Escolar Ferreira de Castro, surge então mais uma vez no sentido de motivar e melhorar o desempenho dos alunos na realização e apresentação de trabalhos e cartazes dentro e fora da sala de aula.  Contribui para o reforço da aprendizagem dos alunos na disciplina de Educação Visual, bem como para o desenvolvimento da sua sensibilidade estética na criação de diferentes produtos gráficos da comunicação visual, nomeadamente o cartaz. Entre as várias áreas do Design de comunicação, o cartaz surge como opção prioritária na apresentação de trabalhos das diversas disciplinas, promovendo, desta forma, a transversalidade das aprendizagens entre as mesmas e o enriquecimento de novas experiências.







A Biblioteca Escolar Ferreira de Castro pretendeu com esta formação implementar o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, neste caso na Área de Competência Sensibilidade estética e artística, para o desenvolvimento da expressividade pessoal e social dos alunos, com o domínio de processos técnicos e performativos envolvidos na criação artística, possibilitando o desenvolvimento de critérios estéticos para o juízo crítico e para o gosto, numa vivência cultural informada.